Sobre o uso comercial do nome Vale do Amanhecer

Após o desencarne de tia Neiva, um movimento crescente de apropriação comercial dos símbolos e termos litúrgicos da doutrina tem ganhado força no Brasil. Estabelecimentos comerciais — de farmácias a mercados, de lojas de materiais de construção a salões de beleza — vêm utilizando o nome “Vale do Amanhecer”. O fenômeno, que se intensificou nas últimas décadas, revela intenções e tensões entre o domínio público do nome e os princípios éticos-doutrinários.

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A ilusão do saber e o silêncio da alma

Nas rodas de conversa sobre a Doutrina do Amanhecer, o que deveria ser um diálogo espiritualizado transformou-se em uma arena onde cada participante empenha-se em vencer. Os interlocutores disputam o pódio da ortodoxia. A essência da troca se perde: não se escuta, disputa-se a vez de proferir meias-verdades convenientes. A linguagem vem eivada de violência. A conversação deixou de ser doutrinária. Tornou-se um campo minado de egos. Discordar é declarar guerra.

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Os feridos que deixamos pelo caminho

Como conciliar o discurso da fraternidade universal com a indiferença em relação àqueles que foram deixados para trás? Não é pequeno o número de médiuns machucado por instrutores, comandantes, presidentes de templos. Cada um de nós tem que, obrigatoriamente, voltar aos que ferimos em busca do perdão. Caso contrário, de que valerão tantas palestras, tantos cursos ministrados, tantas horas de trabalho? De que nos valerão tantas vaidades?

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