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Biografia missionária

Roteiro biográfico que narra as sucessões de acontecimentos da Missão do Nordeste.

A chegada de Pai Ananias

"De repente uma fotografia de um velho me apareceu de perfil. Não fora comum aquela visão. Abri os olhos e olhei para o quadro de Tiãozinho. Esfreguei os olhos e abri novamente tentando enxergar o quadro de Tiãozinho a minha frente. Nada. Somente o retrato daquele preto velho fixado em minha mente como uma fotografia pregada diante de mim."
Mestre Chiquinho

Houve ainda outra manifestação de Paulo de Tarso. O conteúdo era o mesmo. A missão que os aguardava.

Depois das comunicações de Paulo, iniciou-se um período intenso de trabalhos, tanto no templo como em casa. Eram as preces que aconteciam regularmente na casa de Sonia e Batista. A entidade mais frequente nessa época era Pai Benedito. Ele sempre fazia com que Sonia dormisse. Mas é também dessa época a chegada de Pai Ananias, que tinha um trabalho a desenvolver com mestre Chiquinho. Pai Ananias aparecia para ele e até que isso fosse aceito, o mestre Chiquinho relutou bastante. São dele as palavras que se seguem:

Nesse dia eu estava no Vale do amanhecer, sentado no banco em frente ao quadro de Tiãozinho. De repente uma fotografia de um velho me apareceu de perfil. Não fora comum aquela visão. Abri os olhos e olhei para o quadro de Tiãozinho. Esfreguei os olhos e abri novamente tentando enxergar o quadro de Tiãozinho a minha frente. Nada. Somente o retrato daquele preto velho fixado em minha mente como uma fotografia pregada diante de mim. “Meu Deus o que é isso!?”, exclamei em voz alta. O que está acontecendo? Contudo, nada que pensasse ou fizesse apagava aquela imagem que parecia não querer mais se despregar do meu cérebro. Pedi ajuda. Rezei… Até que ela desapareceu. Saí dali correndo. Cheguei à lanchonete, peguei um café e me sentei num banco de cimento que emoldurava a parte de fora daquele lugar. Pus as pernas para o lado de fora e fiquei a pensar. Conversando comigo mesmo, na tentativa de me entender, interroguei-me: Tive medo. Será medo? Que sensação é essa de apavoramento. Então pensei: não sou médium? Estarei desequilibrado? Pelas sensações em mim só pode ser interferência. Sim é, confirmei a mim mesmo. Só isso explica essa alteração de preocupação e mal-estar. Sim mestres, concluí precipitadamente e aceitei a minha conclusão. É muito perigoso quando, ao analisarmos uma questão, fechamos um raciocínio e concluímos. E aquela conclusão me custaria muito caro, muitos sofrimentos e vexames.

O trecho abaixo também foi retirado dos seus escritos:

– Meu Deus eu não tenho direito a um minuto de paz. Não tenho descanso. Minha vida. Que será de minha vida? Que fiz eu? Pensava: devo ter sido um daqueles sacerdotes judeus que tramou contra Jesus… Logo contra ele. Agora estou frito.

Dentro da organização do que mais tarde seria por todos conhecido como “A Missão do Nordeste”, o mestre Batista era o pé-de-boi. Naturalmente, o presidente do grande templo que nasceria no Cariri. O mestre Chiquinho era os olhos de todos. Dono de uma maior sensibilidade, Pai Ananias chegava com a árdua missão de abrir-lhe a vidência. E não foram poucas as vezes em que o mestre Chiquinho mergulhou em profundos conflitos porque negou até o limite. A ninfa Sônia fala desse período da seguinte maneira:

[COLOCAR AQUI OS RELATOS]

O desenvolvimento inicial com Pai Ananias durou ainda cerca de dois anos. Foi trabalhoso, foi árduo. Mas aos poucos tudo ia se concretizando.


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