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Biografia missionária

Roteiro biográfico que narra as sucessões de acontecimentos da Missão do Nordeste.

Paulo de Tarso: as primeiras comunicações sobre deixar Brasília

Certo dia, houve uma incorporação muito importante. Foi pela tarde. Era Paulo de Tarso. Seu tom foi profético. Estavam presentes os mesmos três personagens: tia Sônia, tio Batista e tio Chico. O efeito em todos eles foi muito forte. Passaram alguns dias inundados, num impacto diferente do que causam as demais incorporações.

Estamos em 1980. Nesse ano, Chiquinho e Sônia fizeram a Elevação de Espadas, vencendo muitas, muitas dificuldades. Junto a eles estava o Mestre Batista, que alguns anos anos havia entrado para a Doutrina. Era o mais experiente dos três. Mas 1980 também ficaria marcado como o ano que traria os primeiros prenúncios do que seria conhecido posteriormente como “A MISSÃO DO NORDESTE”. Esse grupo inicial, de 1980, era formado por Chiquinho, Sônia e o Batista. Só algum tempo depois os demais integrantes do grupo que viria para o Nordeste foram chegando.

A sintonia entre os três era muito forte. Estavam sempre conversando sobre as questões doutrinárias. Tanto assim, que era comum que se reunissem para as preces que faziam em casa. Aliás, as preces em casa sempre foram uma constante ao longo da vida missionária. Havia o compromisso com o templo: trabalhos oficiais, Angical, Sessão Branca, retiros, enfim… Mas mesmo com uma vida mediúnica vivida praticamente todos os dias no Vale, as preces tinham uma energia especial, diferente de tudo. E nelas foi que se deram as mais importantes comunicações ao longo de toda essa jornada. Nesse começo, 1980, ainda não havia as incorporações de Pai João. Era comum que Pai Benedito incorporasse. O clima para as preces era de introspecção, mas sobretudo, havia uma energia evangélica irresistível. O ambiente contava sempre com velas, uma boa defumação, uma rosa que o Mestre Batista sempre trazia. Depois do ritual em si, o trabalho continuava por meio de uma conversa, de um café bem forte e dos cigarros de Sônia e Chiquinho. Amanheciam o dia…

Nessa época, a Sônia e o Batista já estavam casados. Moravam em Sobradinho, num barracão de fundo na casa da mãe do Batista. Era um espaço tão pequeno que não havia conforto para a prática mediúnica. Por isso, vez ou outra as preces aconteciam na casa de Edson e Mirian, um casal amigo. Mas poucos foram os encontros lá.

Devido ao ambiente desconfortável por ser muito apertado, Sônia e Batista logo se mudaram. Foram para um apartamento funcional no Cruzeiro. Ali as preces continuavam. Com pouca variação, estavam sempre juntos o Chiquinho, a Sônia e o Batista. Nessa época, também participou das preces – como visitante – um fraterno amigo que por todos era conhecido por Chuchu… Quando ele estava, após o ritual, também rolava um omelete e, invariavelmente, amanheciam o dia…

Embora o apartamento fosse mais distante do Vale, a frequência aos trabalhos era altíssima. Era raro um dia em que não estivessem no Vale do Amanhecer. Como as preces aconteciam na quinta-feira, era muito comum que chegassem à sexta virados. Iam ao pão de cada dia sem um minuto de sono.


O grupo era formado por Chiquinho, Sônia e o Batista. A sintonia entre os três era muito forte. Estavam sempre conversando sobre as questões doutrinárias. Tanto assim, que era comum que se reunissem para as preces que faziam em casa. Nessa época, a Sônia e o Batista já estavam casados. Moravam em Sobradinho, num barracão de fundo na casa da mãe do Batista. Era um espaço tão pequeno que não havia conforto para a prática mediúnica. Por isso, vez ou outra as preces aconteciam na casa de Edson e Mirian, um casal amigo.


Depois de algum tempo, Batista e Sônia mudam-se novamente para Sobradinho. A casa, na quadra 06, era maior e oferecia conforto de estar mais perto dos familiares. Um fato muito interessante ocorrido nessa época, é que os três combinaram que o Chiquinho iria morar com eles porque assim poderiam economizar algum dinheiro. Esse dinheiro seria necessário porque ambos sabiam que um dia deixariam Brasília. Tio Chico disse-me recentemente que ele achava que eles iriam embora para algum lugar do Sul do Brasil, mas que era somente um simples palpite. Eles sentiam, de alguma maneira, que algum dia deixariam Brasília… Como habitavam a mesma casa, a não ser no momento das atividades profissionais, estavam sempre juntos.

Certo dia, houve uma incorporação muito importante. Foi pela tarde. Era Paulo de Tarso. Seu tom foi profético. Ele disse, em algumas poucas palavras, que estava ali porque um dia eles teriam que deixar Brasília. “Havia um povo que já os aguardava… Assim Jesus desejava…”. O efeito em todos eles foi muito forte. Em conversa recente com Tia Sônia ela relembra: “foi tão forte que ficamos o resto do dia isolados um do outro; um silêncio absoluto se fez. Eu fiquei deitada, mal vi os meninos, cada um consigo, sem falar, sem comer, sem fazer nada”. Tio Chico, quando se refere ao fato, sempre fala que aquela incorporação foi diferente de tudo.

Certo dia, houve uma incorporação muito importante. Foi pela tarde. Era Paulo de Tarso. Seu tom foi profético. Ele disse, em algumas poucas palavras, que estava ali porque um dia eles teriam que deixar Brasília. “Havia um povo que já os aguardava… Assim Jesus desejava…”. O efeito em todos eles foi muito forte. Em conversa recente com Tia Sônia ela relembra: “foi tão forte que ficamos o resto do dia isolados um do outro; um silêncio absoluto se fez. Eu fiquei deitada, mal vi os meninos, cada um consigo, sem falar, sem comer, sem fazer nada”. Tio Chico, quando se refere ao fato, sempre fala que aquela incorporação foi diferente de tudo.


O amor é sempre paciente e generoso. Nunca é invejoso, não é rude nem egoísta. Não se ofende nem se ressente, mas se regozija com a verdade”. Paulo de Tarso.

Passaram alguns dias inundados, num impacto diferente do que causam as demais incorporações. Mas também encheram-se de dúvidas. Seria, realmente, Paulo de Tarso? E se não fosse? Como ter certeza? Que energia era aquela em que estavam envolvidos desde aquela manifestação? Chegava quase a ser uma ressaca moral, uma espécie de peso. Sentiam-se como alguém que se depara com uma grande responsabilidade? Pressentiam fortes renúncias? Parecia-lhes que a vida lhes escapasse pelas mãos? Por outro lado, não havia como duvidar do que acontecera. Estava ali, em carne viva, marcado indelevelmente em cada um pelo resto dos dias…

Só uma pessoa poderia tirar-lhes dos conflitos atrozes em que se lançaram: tia Neiva! Mas aí já havia outro problema: como chegar até ela, como narrar-lhe o acontecido!? Era, enfim, uma situação difícil…

No domingo imediato estavam no Vale. Era dia de aula de tia Neiva e uma multidão lotava o templo, apertando-se nos bancos tanto quando podia. Ela geralmente atrasava. Daqui a pouco uma pequena agitação na porta do templo. Começavam o hino Mayanti. Ela era chegando devagar. Vinha sempre cercada de muitas pessoas; seus acessores e muitos médiuns em volta. Os curiosos ou visitantes, nessa hora, ficavam fora. Ela, mediunizada, subia no radar; por instantes ficava como a olhar o vazio; lançava a vista ao infinito. Nos dedos, grandes anéis; na mão pequenina, o microfone rodava. Então começou:

– Meus filhos, salve Deus. Eu estou muito feliz, meus filhos. Porque há poucos dias eu vi uma entidade descer perto daqui, numa cidade satélite. E foi lindo, meus filhos. Essa entidade, quando desce, num raio de muitos quilômetros, tudo fica iluminado. Foi Paulo de Tarso, meus filhos. E eu estou muito feliz. Vocês estão ficando importantes…


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