{"id":2460,"date":"2025-06-30T01:48:27","date_gmt":"2025-06-30T04:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/escoladocaminho.com\/?p=2460"},"modified":"2025-07-23T07:11:41","modified_gmt":"2025-07-23T10:11:41","slug":"liberdade-e-libertinagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escoladocaminho.com\/?p=2460","title":{"rendered":"Liberdade e libertinagem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">Amigos e irm\u00e3os, sauda\u00e7\u00f5es! Que Jesus, o amigo caminheiro possa-nos inspirar em mais esse di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">N\u00e3o h\u00e1 qualquer d\u00favida de que somos filhos do mais puro amor incondicional. O criador, nas mais diversas manifesta\u00e7\u00f5es da vida, nos constitui como seres plenamente livres. Esta liberdade \u00e9 uma d\u00e1diva sagrada que nos permite escolher nossos caminhos, moldar nossos destinos e expressar nossa individualidade no imensur\u00e1vel campo da exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">Contudo, a liberdade anda, invariavelmente, de bra\u00e7os dados com a responsabilidade. Quando tentamos distorcer este presente divino, direcionando-o para as diversas manifesta\u00e7\u00f5es do ego\u00edsmo, em a\u00e7\u00f5es deliberadas contra nossos semelhantes; quando permitimos que nossa liberdade se transforme em licen\u00e7a para causar dor e sofrimento ao pr\u00f3ximo; quando enfim, confundimos esta liberdade com irrever\u00eancia, dando largos limites aos nossos direitos por sugest\u00e3o da arrog\u00e2ncia, penetramos tristemente nos limites da libertinagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">N\u00e3o nos falta, contudo, orienta\u00e7\u00e3o. Em cada escaninho da natureza, exemplos abundantes de que liberdade alia-se inexoravelmente \u00e0 responsabilidade como elementos fundamentais de vida e constru\u00e7\u00e3o est\u00e3o a nos inspirar. Basta que meditemos na generosidade do sol e da lua que nunca avan\u00e7am para al\u00e9m do que lhes \u00e9 devido. As chuvas n\u00e3o dilapidam o direito fundamental das \u00e1rvores! As \u00e1guas dos regatos silenciosos, dos rios caudalosos, das cachoeiras ou cascatas n\u00e3o avan\u00e7am para al\u00e9m do curso que lhes \u00e9 pr\u00f3prio; os mares, as montanhas, as belezas infindas da cria\u00e7\u00e3o que desfilam diuturnamente diante de nossos olhos conhecem limites m\u00fatuos. O clima, o relevo, a vegeta\u00e7\u00e3o, as \u00e1guas e o ar alinham-se perfeitamente em limites pr\u00f3prios e harm\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">\u00c9 que, como deseja Jesus, o Meigo Messias, cada elemento deste doce planeta atua como mestre em mensagem direta ao imo de cada ser. Cada paisagem deste pequeno orbe trabalha como gentil e did\u00e1tico convite, como um mestre paciente que deseja ver seus alunos crescerem em sabedoria. \u00c9 Jesus redivivo, que nos envia incansavelmente doces ensinamentos pelo suave convite do amor. Esta \u00e9 a pedagogia do universo &#8211; uma educa\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que nos convida ao autoconhecimento e \u00e0 reflex\u00e3o, ao autoexame. \u00c9 a pr\u00f3pria vida sussurrando em nossos ouvidos: &#8220;Observe, reflita, escolha melhor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">Mas quando nos tornamos surdos a esses chamados da exist\u00eancia; quando a indiferen\u00e7a contumaz endurece nosso cora\u00e7\u00e3o aos apelos sutis da vida, quando persistimos em nossos caminhos destrutivos ignorando os sinais que nos s\u00e3o oferecidos com tanta generosidade, ent\u00e3o somos ent\u00e3o constrangidos \u00e0s medidas de conten\u00e7\u00e3o que n\u00f3s mesmos exigimos por meio de nossas escolhas persistentes e desequilibradas. \u00c9 nossa pr\u00f3pria vibra\u00e7\u00e3o discordante que atrai essas limita\u00e7\u00f5es; nossa pr\u00f3pria resist\u00eancia ao aprendizado tornam necess\u00e1rias experi\u00eancias mais intensas na dor a fim de que possamos, finalmente, compreender.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">Eis porque se tem visto verdadeiros prod\u00edgios da arte antiga, como simples artes\u00e3os an\u00f4nimos, a ladearem com a fome e a mis\u00e9ria. A Afrodite de outrora, deixando-se levar pela desmesura da vaidade, aprisionada agora em corpo deformado, causando mesmo estranheza e rep\u00fadio aos demais. Destaques da ci\u00eancia, noutros tempos idolatrados, como an\u00f4nimos trabalhadores aos quais nenhum valor \u00e9 atribu\u00eddo. Rica\u00e7os da antiguidade, agora experimentando a pobreza extrema, sofrendo, muitas vezes, humilha\u00e7\u00e3o com a qual granjeiam a c\u00f4dea de p\u00e3o que lhes vai mitigar a fome de hoje, sem, no entanto, saberem como ser\u00e1 o dia imediato. Nada disso \u00e9 castigo divino, como podem ainda pensar alguns, mas obras de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">A liberdade que nos \u00e9 concedida permanece intacta, mas suas consequ\u00eancias se manifestam com a precis\u00e3o de uma lei inexor\u00e1vel. N\u00e3o somos punidos por uma for\u00e7a externa arbitr\u00e1ria, mas sim educados por uma justi\u00e7a perfeita que honra tanto nossa liberdade quanto nossa responsabilidade pelo que praticamos. Desta forma, n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a externa que nos constrange \u00e0 enfermidade, mas nossos pr\u00f3prios atos; Ningu\u00e9m nos condenou \u00e0 fome tempor\u00e1ria, \u00e0s dificuldades financeiras, profissionais, sentimentais ou familiares, mas nossa pr\u00f3pria extravag\u00e2ncia inconsequente quando insistimos em exceder nossos direitos na grande estrada da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">\u00c9 s\u00e1bio compreender que a liberdade n\u00e3o se dissocia jamais do bem comum e isso nos imp\u00f5e, a todos, responsabilidades di\u00e1rias indispens\u00e1veis. Quando nossa individualidade se expressa atrav\u00e9s do amor e n\u00e3o da viol\u00eancia; quando escolhemos ser instrumentos de eleva\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de destrui\u00e7\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 junto aos nossos amigos espirituais. Esta \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o que a exist\u00eancia nos oferece: somos livres para escolher, mas n\u00e3o livres das consequ\u00eancias de nossas escolhas. E nesta aparente limita\u00e7\u00e3o, encontramos, paradoxalmente, a verdadeira expans\u00e3o de nossa liberdade &#8211; aquela que nos eleva em dire\u00e7\u00e3o ao nosso potencial mais nobre e aut\u00eantico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-text-align-justify\">Se nos visita, pois, a dificuldade material; se n\u00e3o encontramos a ventura sentimental; se a vida familiar n\u00e3o encontra harmonia; enfim, se as dificuldades sobejam-se sobre n\u00f3s, cabe-nos, t\u00e3o somente, a compreens\u00e3o de que estamos sorvendo as consequ\u00eancias do que n\u00f3s pr\u00f3prios cultivamos um dia. A paci\u00eancia deve agir em n\u00f3s como p\u00e3o di\u00e1rio de efeito calmante. Jesus est\u00e1 conosco. O travo amargoso de hoje ser\u00e1 mel amanh\u00e3&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus nos aben\u00e7oe a todos. Salve Deus.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amigos e irm\u00e3os, sauda\u00e7\u00f5es! 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